Aula completa · Cebraspe · RLM do zero

Lógica Proposicional do zero: as 5 aulas que resolvem o RLM da Cebraspe

A aula inteira tem 1h04. Fatiei nas cinco partes que mais derrubam gente — cada uma com o vídeo e o resumo do que foi ensinado. Comece pela primeira ou vá direto na que te trava.

A ordem que está no edital não é a ordem em que você deve estudar. A minha é esta: primeiro a fundação — proposição, conectivos e tabela-verdade. Só então equivalências e negações, que é o tópico mais cobrado. Depois argumento e diagramas lógicos. E por último a lógica geral: sequências, conjuntos, verdade e mentira.

Atualizado em 28 de agosto de 2026

5aulas curtas
26 minsomando as cinco
1h04a aula completa, se quiser tudo
Cebraspequestões da banca

As cinco aulas abaixo são o coração da matéria — a parte que mais cai e que mais derruba. Se você nunca viu proposição e tabela-verdade, a fundação está nos primeiros minutos da aula completa, no fim desta página.

01Aula 1 · 5min35

A negação do SE ENTÃO não é outro SE ENTÃO

É o erro que mais derruba quem está começando — e a confusão de fundo nem é a negação: é não separar negar de achar uma equivalente.

O player só carrega quando você dá play.

A regra da negação do condicional é a que o Rafael chama, na aula, de regrinha do Mané: mantém a primeira parte do jeito que está, troca o conectivo e nega a segunda. "Se chover, eu vou" vira "choveu e não vou".

Depois vêm as duas equivalências que a banca embaralha com a negação:

Fecha com as Leis de Morgan: negação do e vira ou, negação do ou vira e — negando as duas partes nos dois casos.

02Aula 2 · 2min26

Condicional com a primeira parte falsa é verdadeira

Parece contraintuitivo, e é exatamente por isso que a banca cobra.

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A tabela-verdade da condicional só dá falso em um único caso: primeira parte verdadeira e segunda falsa. É o que na aula vira o bizu "Vera Fisher é falsa"Verdadeira → Falsa é a única linha falsa.

A consequência prática é a que resolve questão: se a primeira parte for falsa, não importa o valor da segunda — a condicional inteira é verdadeira.

Nas palavras dele na aula: "você pode até nem saber nada de raciocínio lógico ainda, mas o Vera Fisher é falsa vai ficar gravado até o fim da sua vida." É a linha da tabela que destrava as questões de argumento — inclusive a que ele resolve na aula 5.

03Aula 3 · 3min25

A negação de TODO não é NENHUM

Quem responde no instinto diz "nenhum". A banca conta com isso.

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Primeiro, os dois times:

A negação vem em dois passos, sempre: 1) troca o quantificador — universal vira existencial e vice-versa; 2) nega o verbo.

Então "todo A é B" não vira "nenhum A é B". Vira "algum A não é B".

04Aula 4 · 5min20

Argumento válido não é argumento verdadeiro

São coisas diferentes — e confundir as duas faz o candidato marcar certo numa questão que era errada.

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Quando você classifica um argumento como válido, não está dizendo que o que está escrito é verdade. Isso é lógica formal: importa a forma, não o conteúdo. É por isso que se troca a frase por letras — P, Q, R.

O exemplo que ele monta na aula deixa isso na cara:

Todo professor é concursado.
Carlos é professor.
Logo, Carlos é concursado.

"Todo professor é concursado" é falso no mundo real. E ainda assim o argumento é válido — porque a conclusão está garantida pelas premissas.

A recíproca também vale saber: se as premissas forem todas verdadeiras e o argumento for válido, a conclusão tem que ser verdadeira. Mas válido e verdadeiro continuam sendo coisas separadas.

05Aula 5 · 9min19

O método da premissa verdadeira, numa questão inteira

A técnica que resolve a maioria das questões de argumento — passo a passo, sem pular etapa.

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A ideia é simples: suponha que todas as premissas são verdadeiras e vá amarrando o que isso obriga em cada uma. Quando chegar na conclusão, você já sabe se ela era garantida.

O ponto onde a maioria trava é por onde começar. A resposta da aula: comece pela proposição simples — ela é o ponto de partida, porque não depende de nada. Depois procure onde ela reaparece nas outras premissas.

Daí em diante é a tabela-verdade trabalhando: se uma condicional é verdadeira e a primeira parte é verdadeira, a segunda tem que ser verdadeira — senão daria Vera Fisher, e ela seria falsa.

Na questão resolvida, a conclusão não fica garantida — pode ser verdadeira ou falsa. Logo o argumento é inválido. É a aula 4 aparecendo na prática.

06Do quadro para a prova

Os bizus da aula, num lugar só

Todos ditos na gravação. Se você já assistiu, isto aqui é a sua revisão de véspera.

Regrinha do Mané

Negação do SE ENTÃO: mantém a primeira parte, troca o conectivo para e, nega a segunda.

Nega nega, troca troca

A contrapositiva: nega as duas partes e troca as duas de lugar. Só assim é equivalente.

Recíproca engana

Só trocar de lugar é equivalente no e, no ou e no se e somente se. No SE ENTÃO, não é — e a banca tenta por aí.

Vera Fisher é falsa

A condicional só é falsa quando a primeira é Verdadeira e a segunda é Falsa. Em todo o resto, verdadeira.

É PARA

Os quantificadores existenciais: Existe, Pelo menos um, Algum.

Negar quantificador são 2 passos

Troca o quantificador (universal ↔ existencial) e nega o verbo. Só um dos dois não basta.

Ou exclusivo disfarçado

A banca escreve "ou… ou…" — mas também pode escrever "mas não ambos". É a mesma coisa.

O jeito da Cebraspe

Nas palavras dele: "a Cebraspe escreve o item quase tudo correto e uma inversão no fim — ela soa plausível justamente por isso." Leia o item inteiro antes de julgar.

Na dúvida, monte a tabela

Questão de tabela-verdade não se resolve no olho. Monte a tabela: é mais rápido que errar e voltar.

Treine em certo e errado

Não é que múltipla escolha seja proibida — é que ela vicia. Na múltipla escolha você olha as alternativas, elimina duas e decide entre as que sobraram. No certo e errado não há alternativa para olhar: ou você sabe, ou chuta.

A ordem do edital não é a ordem de estudo

O edital lista os tópicos na ordem dele, não na sua. Estude pela fundação: proposição, conectivos e tabela-verdade primeiro — depois equivalência e negação, que é o que mais cai.

08Se você quer tudo de uma vez

A aula completa, com a fundação e as questões

As cinco aulas acima são recortes desta. A completa tem 1h04 e traz o que não coube nos recortes: a fundação — proposição, conectivos e tabela-verdade —, o ranking do que mais cai no edital, os diagramas lógicos e as questões da Cebraspe resolvidas no fim.

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Se você está começando do zero, é por aqui que se começa — os primeiros minutos são a fundação, e sem ela o resto não se sustenta.

Rafael Cardoso

Professor de Matemática, Raciocínio Lógico e Estatística para concursos policiais. Aprovado em 5 concursos policiais em todas as etapas, em mais de 10 prestados. Esta página é a transcrição comentada da própria aula — os bizus são os que eu uso no quadro, não resumo de livro.

Prova social

Gente que estudou exatas comigo e passou

Print de mensagem real de aluno. Nenhum deles começou sabendo Matemática.

Print de mensagem de aluno aprovado
Wanderson R.Aprovado PM-PE
Print de mensagem de aluno aprovado em três concursos
Daniel AlbuquerqueAprovado PM-PA, PM-CE e CBM-CE
Print de mensagem de aluna aprovada
Débora LimaAprovada PM-PB 2023
Print de mensagem de aluno sobre as aulas de RLM
SolAluno de RLM

Você já sabe lógica. Falta treinar na banca que você vai fazer

Esta aula é a base, e vale para qualquer edital da Cebraspe. O que muda de concurso para concurso é o peso de cada assunto — e é isso que os meus cursos entregam pronto: o conteúdo na sequência certa do seu edital, com a mentoria em exercícios da sua banca no fim.

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07Perguntas reais

Dúvidas frequentes de quem está começando

A negação do SE ENTÃO é outro SE ENTÃO?

Não. A negação de "se P então Q" é "P e não Q": mantém a primeira parte, troca o conectivo para e e nega a segunda. Se a sua resposta ainda tem um "se… então", ela não é a negação — provavelmente é uma equivalente.

Qual a diferença entre negar e achar a equivalente?

Negar é dizer o contrário: onde a original é verdadeira, a negação é falsa. Achar a equivalente é dizer a mesma coisa com outras palavras: as duas têm a mesma tabela-verdade. Contrapositiva e Leis de Morgan são equivalências; a regrinha do Mané é negação.

Por que a condicional com a primeira parte falsa é verdadeira?

Porque a tabela-verdade da condicional só tem uma linha falsa: primeira verdadeira e segunda falsa. Se a primeira já é falsa, essa linha não acontece — então a condicional inteira é verdadeira, independentemente da segunda parte.

A negação de "todo A é B" é "nenhum A é B"?

Não. É "algum A não é B". Negar quantificador tem dois passos: troca o quantificador (universal vira existencial) e nega o verbo. Trocar "todo" por "nenhum" só troca um universal por outro universal — não nega nada.

Um argumento pode ser válido partindo de premissas falsas?

Pode, e é exatamente o que a banca cobra. Validade é sobre a forma: se a conclusão é garantida pelas premissas. "Todo professor é concursado / Carlos é professor / logo Carlos é concursado" é um argumento válido, mesmo com a primeira premissa sendo falsa no mundo real.

Nunca estudei lógica. Dá para começar por aqui?

Dá — a aula é do zero. A ordem é a das cinco partes acima: negação e equivalência primeiro, depois quantificadores, e só então argumento. Argumento é o último porque ele usa tudo que veio antes: sem tabela-verdade firme, o método da premissa verdadeira não anda.

Por onde começo numa questão de argumento com três premissas?

Pela proposição simples. Ela não depende de nada, então é o ponto de partida: assuma que é verdadeira e procure onde ela reaparece nas outras premissas. A partir dali a tabela-verdade vai te obrigando ao resto.