A aula inteira tem 1h04. Fatiei nas cinco partes que mais derrubam gente — cada uma com o vídeo e o resumo do que foi ensinado. Comece pela primeira ou vá direto na que te trava.
A ordem que está no edital não é a ordem em que você deve estudar. A minha é esta: primeiro a fundação — proposição, conectivos e tabela-verdade. Só então equivalências e negações, que é o tópico mais cobrado. Depois argumento e diagramas lógicos. E por último a lógica geral: sequências, conjuntos, verdade e mentira.
Atualizado em 28 de agosto de 2026
As cinco aulas abaixo são o coração da matéria — a parte que mais cai e que mais derruba. Se você nunca viu proposição e tabela-verdade, a fundação está nos primeiros minutos da aula completa, no fim desta página.
É o erro que mais derruba quem está começando — e a confusão de fundo nem é a negação: é não separar negar de achar uma equivalente.
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A regra da negação do condicional é a que o Rafael chama, na aula, de regrinha do Mané: mantém a primeira parte do jeito que está, troca o conectivo e nega a segunda. "Se chover, eu vou" vira "choveu e não vou".
Depois vêm as duas equivalências que a banca embaralha com a negação:
Fecha com as Leis de Morgan: negação do e vira ou, negação do ou vira e — negando as duas partes nos dois casos.
Parece contraintuitivo, e é exatamente por isso que a banca cobra.
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A tabela-verdade da condicional só dá falso em um único caso: primeira parte verdadeira e segunda falsa. É o que na aula vira o bizu "Vera Fisher é falsa" — Verdadeira → Falsa é a única linha falsa.
A consequência prática é a que resolve questão: se a primeira parte for falsa, não importa o valor da segunda — a condicional inteira é verdadeira.
Nas palavras dele na aula: "você pode até nem saber nada de raciocínio lógico ainda, mas o Vera Fisher é falsa vai ficar gravado até o fim da sua vida." É a linha da tabela que destrava as questões de argumento — inclusive a que ele resolve na aula 5.
Quem responde no instinto diz "nenhum". A banca conta com isso.
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Primeiro, os dois times:
A negação vem em dois passos, sempre: 1) troca o quantificador — universal vira existencial e vice-versa; 2) nega o verbo.
Então "todo A é B" não vira "nenhum A é B". Vira "algum A não é B".
São coisas diferentes — e confundir as duas faz o candidato marcar certo numa questão que era errada.
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Quando você classifica um argumento como válido, não está dizendo que o que está escrito é verdade. Isso é lógica formal: importa a forma, não o conteúdo. É por isso que se troca a frase por letras — P, Q, R.
O exemplo que ele monta na aula deixa isso na cara:
Todo professor é concursado.
Carlos é professor.
Logo, Carlos é concursado.
"Todo professor é concursado" é falso no mundo real. E ainda assim o argumento é válido — porque a conclusão está garantida pelas premissas.
A recíproca também vale saber: se as premissas forem todas verdadeiras e o argumento for válido, a conclusão tem que ser verdadeira. Mas válido e verdadeiro continuam sendo coisas separadas.
A técnica que resolve a maioria das questões de argumento — passo a passo, sem pular etapa.
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A ideia é simples: suponha que todas as premissas são verdadeiras e vá amarrando o que isso obriga em cada uma. Quando chegar na conclusão, você já sabe se ela era garantida.
O ponto onde a maioria trava é por onde começar. A resposta da aula: comece pela proposição simples — ela é o ponto de partida, porque não depende de nada. Depois procure onde ela reaparece nas outras premissas.
Daí em diante é a tabela-verdade trabalhando: se uma condicional é verdadeira e a primeira parte é verdadeira, a segunda tem que ser verdadeira — senão daria Vera Fisher, e ela seria falsa.
Na questão resolvida, a conclusão não fica garantida — pode ser verdadeira ou falsa. Logo o argumento é inválido. É a aula 4 aparecendo na prática.
Todos ditos na gravação. Se você já assistiu, isto aqui é a sua revisão de véspera.
Negação do SE ENTÃO: mantém a primeira parte, troca o conectivo para e, nega a segunda.
A contrapositiva: nega as duas partes e troca as duas de lugar. Só assim é equivalente.
Só trocar de lugar é equivalente no e, no ou e no se e somente se. No SE ENTÃO, não é — e a banca tenta por aí.
A condicional só é falsa quando a primeira é Verdadeira e a segunda é Falsa. Em todo o resto, verdadeira.
Os quantificadores existenciais: Existe, Pelo menos um, Algum.
Troca o quantificador (universal ↔ existencial) e nega o verbo. Só um dos dois não basta.
A banca escreve "ou… ou…" — mas também pode escrever "mas não ambos". É a mesma coisa.
Nas palavras dele: "a Cebraspe escreve o item quase tudo correto e uma inversão no fim — ela soa plausível justamente por isso." Leia o item inteiro antes de julgar.
Questão de tabela-verdade não se resolve no olho. Monte a tabela: é mais rápido que errar e voltar.
Não é que múltipla escolha seja proibida — é que ela vicia. Na múltipla escolha você olha as alternativas, elimina duas e decide entre as que sobraram. No certo e errado não há alternativa para olhar: ou você sabe, ou chuta.
O edital lista os tópicos na ordem dele, não na sua. Estude pela fundação: proposição, conectivos e tabela-verdade primeiro — depois equivalência e negação, que é o que mais cai.
As cinco aulas acima são recortes desta. A completa tem 1h04 e traz o que não coube nos recortes: a fundação — proposição, conectivos e tabela-verdade —, o ranking do que mais cai no edital, os diagramas lógicos e as questões da Cebraspe resolvidas no fim.
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Se você está começando do zero, é por aqui que se começa — os primeiros minutos são a fundação, e sem ela o resto não se sustenta.
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Não. A negação de "se P então Q" é "P e não Q": mantém a primeira parte, troca o conectivo para e e nega a segunda. Se a sua resposta ainda tem um "se… então", ela não é a negação — provavelmente é uma equivalente.
Negar é dizer o contrário: onde a original é verdadeira, a negação é falsa. Achar a equivalente é dizer a mesma coisa com outras palavras: as duas têm a mesma tabela-verdade. Contrapositiva e Leis de Morgan são equivalências; a regrinha do Mané é negação.
Porque a tabela-verdade da condicional só tem uma linha falsa: primeira verdadeira e segunda falsa. Se a primeira já é falsa, essa linha não acontece — então a condicional inteira é verdadeira, independentemente da segunda parte.
Não. É "algum A não é B". Negar quantificador tem dois passos: troca o quantificador (universal vira existencial) e nega o verbo. Trocar "todo" por "nenhum" só troca um universal por outro universal — não nega nada.
Pode, e é exatamente o que a banca cobra. Validade é sobre a forma: se a conclusão é garantida pelas premissas. "Todo professor é concursado / Carlos é professor / logo Carlos é concursado" é um argumento válido, mesmo com a primeira premissa sendo falsa no mundo real.
Dá — a aula é do zero. A ordem é a das cinco partes acima: negação e equivalência primeiro, depois quantificadores, e só então argumento. Argumento é o último porque ele usa tudo que veio antes: sem tabela-verdade firme, o método da premissa verdadeira não anda.
Pela proposição simples. Ela não depende de nada, então é o ponto de partida: assuma que é verdadeira e procure onde ela reaparece nas outras premissas. A partir dali a tabela-verdade vai te obrigando ao resto.